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Demanda internacional cresce pelo 18º mês consecutivo

Após 22 meses, demanda doméstica apresenta retração

Brasília, 30 de setembro de 2015 – A demanda (em passageiros-quilômetros pagos transportados – RPK) do transporte aéreo internacional de passageiros das empresas aéreas brasileiras apresentou crescimento pelo 18º mês consecutivo, com aumento de 16,7%, quando comparada com o mesmo mês de 2014. Já a oferta internacional (em assentos-quilômetros ofertados – ASK) registrou o 13º mês consecutivo de crescimento, com alta de 19,2% em comparação ao mês de agosto de 2014. Ambas foram recorde para o mês de agosto desde o início da série. No acumulado de janeiro a agosto de 2015, a demanda internacional aumentou 15,0% em relação ao mesmo período de 2014. A oferta internacional cresceu de 16,0% no período.

A Gol registrou alta de 3,5% na demanda por transporte aéreo internacional de passageiros em agosto de 2015, quando comparada a agosto de 2014. Enquanto o indicador da Tam registrou alta de 8,8%. A Azul, que alcançou participação de 7,4% neste mercado em agosto de 2015, e a Avianca não operaram neste mercado em agosto de 2014.

O número de passageiros pagos transportados por empresas brasileiras no mercado internacional em agosto de 2015 atingiu 664,9 mil, com aumento de 15,9% em relação a agosto de 2014. Trata-se da maior quantidade de passageiros transportados em voos internacionais por empresas brasileiras registrada para o mês nos últimos dez anos. Com o resultado de agosto de 2015, o indicador completou 17 meses consecutivos de crescimento.

A taxa de aproveitamento das aeronaves em voos internacionais (RPK/ASK) foi de 83,5% em agosto de 2015, contra 85,3% no mesmo mês de 2014, representando uma variação negativa de 2,1%.

Transporte Doméstico

A demanda (em RPK) por transporte aéreo doméstico de passageiros registrou retração de 0,4% em agosto de 2015, comparada com o mesmo mês de 2014, enquanto a oferta (em ASK) registrou alta de 0,4% no mesmo período. Com o resultado de agosto de 2015, a demanda doméstica encerrou uma sequência de 22 meses consecutivos de crescimento, mas alcançou o seu segundo maior nível para o mês desde o início da série. Já a oferta doméstica completou o décimo segundo mês consecutivo de crescimento, com esta alta de agosto de 2015.

Entre as principais empresas aéreas brasileiras, Avianca e Azul destacaram-se com as maiores taxas de crescimento da demanda doméstica em agosto de 2015, quando comparadas com o mesmo mês de 2014, da ordem de 9,0% e 4,4%, respectivamente. Tam e Gol apresentaram queda de 2,9% e 2,8%, respectivamente. Avianca e Azul aumentaram a oferta, em termos de ASK, em 11,8% e 4,0% respectivamente, enquanto que Tam e Gol reduziram em 3,5% e 0,6%, respectivamente.

A taxa de aproveitamento das aeronaves em voos domésticos operados por empresas brasileiras (RPK/ASK) em agosto de 2015 foi da ordem de 78,6%, o que representou variação negativa de 0,7% em relação ao mesmo mês de 2014. No período de janeiro a agosto de 2015, o aproveitamento doméstico foi de 80,2%, frente a 79,4% do mesmo período de 2014, o que representou melhora de 0,9%.

O número de passageiros pagos transportados no mercado doméstico em agosto de 2015 atingiu 7,8 milhões, caindo 2,4% em relação a agosto de 2014. No período de janeiro a agosto de 2015, a quantidade de passageiros transportados acumulou crescimento de 3,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os dados mencionados acima estão disponíveis no Relatório de Demanda e Oferta do Transporte Aéreo, divulgado hoje pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que também contempla informações sobre carga transportada, todas ilustradas por meio de gráficos e considerações. O relatório pode ser acessado por meio do link a seguir: http://www2.anac.gov.br/estatistica/demandaeoferta/

O relatório de Demanda e Oferta do Transporte Aéreo é elaborado com base nas operações regulares e não regulares das empresas brasileiras de serviços de transporte aéreo público de passageiros.

*Principais empresas aéreas brasileiras: foram consideradas aquelas que registraram participação de mercado superior a 1%, em termos de RPK.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da ANAC