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Perspectivas 2014 - Helicópteros - parte II

A Helibras recebeu em agosto autorização da Direction Générale de L´Aviation Civile (autoridade francesa que regula a fabricação de helicópteros civis) para a produção do modelo EC-225 no Brasil. Com a resolução, a empresa não precisa mais da supervisão direta ou acompanhamento da matriz.

Desde o início de 2013, a Helibras tem montado a versão militar do EC-225, o EC 725, para as forças armadas do Brasil e, em outubro, o fabricante finalizou a montagem do primeiro exemplar completamente produzido na fábrica brasileira. No início de novembro, o EC 725 realizou o primeiro voo, inaugurando a terceira etapa de nacionalização do programa. A empresa investiu R$ 420 milhões na construção do hangar para a produção desse modelo em Minas Gerais.

Um memorando de entendimento foi assinado entre a Helibras e a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) para a produção de um helicóptero desenvolvido no Brasil. O acordo foi anunciado em novembro durante as comemorações do centenário da universidade mineira. O acordo prevê a participação do Inova Aerodefesa, um programa de apoio aos setores aeroespacial, de Defesa e de Segurança no país, com o apoio da Agência Brasileira de Inovação (FINEP), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), do Ministério da Defesa e AEB (Agência Espacial Brasileira).

Como o aeródromo Aerovale ficará a cerca de 100 quilômetros de São Paulo, a empresa que está construindo o novo empreendimento criou a Helivale, um serviço de helicópteros que facilitará o acesso à capital paulista com uma ligação direta com o Aeroporto campo de Marte. A Aerovale comprou dois Esquilos da Helibras no valor de US$ 6,5 milhões. A empresa oferecerá inicialmente 16 frequências diárias a partir do novo aeroporto localizado em Caçapava (SP), com duração do voo de 25 minutos aproximadamente.

Em janeiro, a Embraer (um dos principais fabricantes de jatos executivos do mundo) e a AgustaWestland chegaram a assinar um acordo para a acriação de um joint venture no Brasil para a produção de helicópteros AgustaWestland, O memorando de entendimento foi assinado porque os fabricantes viram uma demanda de mercado para helicópteros bimotores, de capacidade média, especialmente para atender as demandas apresentadas pelo mercado de óleo e gás no Brasil e na América Latina. O transporte executivo e o mercado de aviação militar também se mostram promissores. Mas três meses depois, a Embraer informou que havia encerrado as negociações com a AgustaWestland por não ter chegado a um acordo para a criação da joint venture no país. O objetivo dos fabricantes era criar uma empresa em pouco tempo para atender as necessidades de mercado no Brasil e se tornar rapidamente um importante concorrente da Helibras.

Fonte: Avião Revue